Cabo Delgado: Falta de fundos pode suspender ajuda alimentar aos deslocados

Cabo Delgado: Falta de fundos pode suspender ajuda alimentar aos deslocados

 

Cabo Delgado: Falta de fundos pode suspender ajuda alimentar aos deslocados

Para aquela agência das Nações Unidas, a situação da crise alimentar no norte de Moçambique é cada vez mais crítica devido a falta de recursos financeiros para aquisição de alimentos. Milhares de deslocados internos dependem dessa ajuda na província de Cabo Delgado, assolada por ataques terroristas há quase quatro anos.

De acordo com Antonella D´Aprile, diretora nacional do PMA em Moçambique, caso não haja um "apoio internacional urgente", a situação poderá agravar-se nos próximos meses. 

Em entrevista exclusiva à DW África esta quarta-feira (04.08), a diretora avançou que o PMA precisa de pelo menos 93 milhões de dólares para prestar assistência a mais de 800 mil deslocados internos em Cabo Delgado até dezembro deste ano.

DW África: O PMA alertou em julho para a iminência de "uma crise alimentar fora do controlo" em Cabo Delgado. Como é que está a situação atualmente?

Antonella D´Aprile (AA): Infelizmente, a situação está em agravamento. A província de Cabo Delgado sofre com a crise de deslocados que mais cresce ao nível do mundo. Desde 2017, a província já registou mais de 800 mil deslocados internos. São pessoas que foram obrigadas a abandonar as suas áreas de produção e isso impacta claramente na segurança alimentar das comunidades. A província tem também a mais alta taxa de desnutrição crónica no país.

E mais de 950 mil pessoas, nas províncias do norte de Moçambique [Cabo Delgado, Nampula e Niassa], vão enfrentar entre abril a setembro próximo uma insegurança alimentar devido aos ataques terroristas e fenómenos naturais.  

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